“Burn-in” em telas OLED

LG OLED TVUma das preocupações em relação às TVs OLED’s é o chamado “burn-in”. Esse efeito ocorre quando uma imagem ou parte de uma imagem permanece fixa na tela por um longo período (muitas horas por dias seguidos). Não se trata de uma mera possibilidade teórica. O burn-in em telas OLED é um risco real, identificado por usuários e confirmado em testes.

Em canais de notícia como a Globo News ou a CNN é comum que o logo da empresa ou uma faixa com notícias na parte inferior da tela seja fixo. O mesmo ocorre com canais de esporte e em alguns video games. Ao mudar de canal ou ao assistir a um filme, essa imagem do logo ou da faixa permanece na tela como se fosse um fantasma. Se com o tempo esse fantasma desaparecer, trata-se apenas de uma “image retention”. Se o fantasma não desaparecer, você tem um “burn-in” em sua tela. Não há solução para isso! E normalmente a garantia do seu aparelho não cobre esse tipo de ocorrência.

O que causa o “burn-in”

Os pixels das telas OLED vão envelhecendo, brilhando com menos força, conforme a TV ou smartphone é utilizado. Trata-se de um processo lento e normalmente imperceptível, uma vez que todos os pixels envelhecem no mesmo ritmo, se imagens sempre variadas são apresentadas. Se uma parte da tela, entretanto, é exposta intensamente a uma única imagem, esses pixels se desgastarão de maneira diferente do resto da tela, gerando o burn-in.

Como o problema é tratado pelos fabricantes

Os fabricantes tratam o burn-in como um problema resultante de um uso absolutamente fora dos padrões normais, que pode atingir tanto telas OLED quanto LCD. A LG assim o descreve (http://www.lg.com/us/experience-tvs/oled-tv/reliability):

OLED Image Retention ou Burn-In: Burn-in e image retention podem ocorrer em virtualmente qualquer tela (…)
É raro que um consumidor típico utilize sua TV de forma a resultar em burn-in. A maioria dos casos de burn-in em televisores é resultado de imagens estáticas ou da apresentação de elementos na tela de forma ininterrupta por muitas horas ou dias – e com o brilho no nível máximo. Nessas condições, o burn-in pode ocorrer em praticamente qualquer tela (…)
Adicionalmente, as TVs LG OLED vêm com funcionalidades e configurações que permitem preservar a qualidade da imagem e prevenir o burn in e image retention.
Primeiro, existe uma tela de proteção que liga automaticamente se a TV detectar imagem estática por aproximadamente dois minutos.
Existem também duas opções que podem ser usadas para preservar a qualidade da imagem. A primeira opção é a chamada Clear Panel Noise que preserva a qualidade da imagem através de um “resetting” da TV de tal forma que ela limpa todos os pixels. Essa função pode ser ativada quando necessário. A segunda opção, que é aplicada automaticamente, é a Screen Shift, que move a imagem ligeiramente na tela em intervalos regulares para preservar a qualidade da imagem.
Assim, em resumo: O uso razoável e responsável da TV OLED, combinado com essas potentes ferramentes de preservação da imagem deveriam resultar em uma experiência de entretenimento perfeita.

Logo OLED TV

As outras empresas que utilizam tela OLED, como Sony e Apple, vão na mesma linha. Ou seja, burn-in é algo que não deve preocupar o usuário padrão; se ocorrer, é resultado do uso incorreto do aparelho, distante das condições normais de uso em uma residência.

Afinal, devo me preocupar com isso ou não?

A realidade é que as telas OLED (tanto TVs como celulares) não estão no mercado há tanto tempo para que haja informações suficientes sobre a dimensão do problema.

A empresa RTings.com vem desenvolvendo testes com TVs OLED especificamente focados no burn-in, submetendo alguns aparelhos a condições extremas e outros a condições normais de uso residencial, para ver se o burn-in ocorre e de que forma ele compromete a qualidade da imagem (RTings.com).

LG OLED TV

O que a RTings.com já confirmou é que, após 16 semanas de teste em condições de uso extremo, com muito conteúdo estático na tela, o burn-in ocorreu nas TVs OLED. O mesmo fenômeno não ocorreu nas TVs LCD submetidas às mesmas condições.

As TVs OLED possuem quatro tipos de pixels: vermelhos, verdes, azuis e brancos. O Pixels vermelhos foram os que mais se degradaram no teste, seguidos por verde e azul. Os pixels brancos praticamente não se degradaram.

Outro resultado provisório muito interessante (e esperado) do teste é que a função Screen Shift, que move a imagem ligeiramente na tela em intervalos regulares para preservar sua qualidade, não funciona se a imagem estática que provoca o burn-in não for muito pequena. Isso era esperado, uma vez que, nessa situação, o Screen Shift não move a imagem o suficiente para trocar a cor dos pixels sobre o conteúdo estático.

O teste em condições de uso típico da TV (com conteúdo que normalmente assistimos no dia-a-dia, misturando notícias, filmes, esporte, e desligando a TV em intervalos de algumas horas) ainda está nas primeiras semanas. Acreditamos que o burn-in não será um problema nessas condições de uso. O resultado mais provável é uma deterioração pequena da qualidade da imagem como um todo ao longo do tempo, o que se espera de qualquer tela, OLED ou LCD. Estamos acompanhando, e traremos os resultados para vocês conforme eles forem surgindo!

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